Começou a propaganda eleitoral e eu fico me perguntando a efetividade que possa haver com essa forma de efetuá-la, eternamente a mesma. Continuamos com candidatos que berram seus nomes, seus números de inscrição partidária, suas propostas, um após outro – um grande alarido atordoador e sem credibilidade, a meu ver.
Quando há mais tempo, em sabatinas ou no horário eleitoral, em se tratando do Rio de Janeiro, são os mesmos candidatos numa dança de cadeiras, alguns deles, verdadeiras fênix que ressurgem das cinzas, afastados que estavam da política por má versão de fundos, negociatas, enfim, por corrupção. São condenados, mas voltam à baila, absolutamente confiantes na falta de memória dos votantes.
Falta de memória e ignorância, produzida pela falta de educação. Aliás, em propostas apresentadas, a bola da vez é a segurança. Não se fala de educação, exceção feita por alguns dos candidatos, às escolas cívico-militares, que me assustam.
Candidatos prometem mundos e fundos, como se tudo só dependesse da pessoa deles, como se não houvesse necessidade de aprovação das propostas pelo legislativo ou se são propostas com base na constituição do país.
É curioso, isso dá uma sensação de poderio, ao candidato e aos possíveis votantes, a maioria carente, ignorante e muitas vezes com o cérebro bem lavadinho por pastores “suposto saber”.
Pobre Brasil, sobretudo, pobre Rio de Janeiro, tomado por milícias em todos os cantos, que se infiltram inclusive em órgãos públicos, assembleias legislativas municipais e estaduais, na câmara dos deputados e no senado…
Eu tive um professor de História maravilhoso no Colégio Pedro II, muito amado por seus alunos, e ele jocosamente costumava dizer que, no Brasil, mudavam-se as moscas, mas a merda continuava a mesma. Estávamos em plena ditadura.
Constato que, há já muito tempo, nem as moscas mudam… Uma tristeza!
Qual será nosso futuro? Certamente sombrio, afinal, o presente já está sendo devastador.







